Eu fechei os olhos e escutei a sua música. E deixei que minhas palavras tortas falassem pelos meus sentimentos um tanto quanto errados. Eu nem sei porque insisto nisso de acreditar que talvez essa nossa amizade pela metade ainda vá dar em alguma coisa. Só sei que, meio sem querer e meio de propósito, fui me perdendo nas tuas palavras, me encaixando nos teus sentimentos, percebendo que eu e você somos dois carentes, dois românticos, dois solitários precisando de um afago constante e um beijo nos lábios capaz de marcar e eternizar momentos. O que mais dói é saber que você sabe muito bem viver sem mim - e, bem, eu também sei viver sem ti, mas me machuca do mesmo jeito descobrir tudo isso. Porque eu percebo que você pode até ver beleza em mim e me admirar por isso, sabe? Mas você não precisa dessa beleza sorrindo pra você todo dia. Você não precisa da minha voz doce cochichando no seu ouvido e te contando sobre as novidades quase nulas do meu dia cinza escuro. Você não precisa do meu beijo caloroso e da minha boca correndo pela teu pescoço. Não precisa, nunca precisou - mas, ainda assim, não sei por que, gosto de acreditar que talvez um dia as coisas sejam diferentes. E vivo como se realmente pudessem ser. É que hoje eu fechei os olhos, por mais uma vez, e senti ciúme de você. Meu corpo ficou jogado na cama e um sentimento de angústia se espalhou por todo o meu rosto - que você uma vez me disse que era bonito. Eu senti ciúme de você, e isso doeu. Não queria ter sentido nada, não quero estar acreditando nisso tudo, não quero estar pensando que a nossa simples amizade um dia talvez possa se transformar em algo maior. Mas você me provoca todo dia, toda hora. E não percebe que desde uns dias atrás, tudo que eu escrevo tem um pouco de você. Que eu já não me importo mais com aqueles cachos negros idiotas e jeito superior - eu nem lembro mais deles, eu nem sei o último nome dele, sabe? E também não sei o seu, mas não sei, você é diferente, você é como se fosse um sorriso luminoso no meu dia cor de burro quando foge. Você pra mim é diferente dos outros, porque meus dedos digitam com mais facilidade quando se trata de ti. Pra mim é fácil escrever qualquer besteira sobre aquele seu cabelo liso escorrido, mas rebelde, ou sobre a cor dos teus olhos, ou sobre o seu jeito de andar - que eu, confesso, desconheço. Mas eu gosto do seu nome - mesmo sem conhecê-lo por inteiro - do seu jeito, dos trejeitos, da sua maneira de me fazer rir com qualquer coisa. Eu gosto de você, mais do que tudo isso, porque você viu beleza em mim, e é e sempre vai ser o meu pequeno menino carente e romântico. Garoto, eu larguei o telefone, joguei o cacho no lixo das minhas lembranças, esqueci daquelas asas quebradas, taquei o jeito retardado de ser na parede. Larguei todas as lembranças antigas e paixões atrasadas pra te esperar aparecer por aqui, online no msn. Eu sei que é estranho e não dá pra explicar, mas é isso que você faz comigo. E eu te amo, um pouco, bem pouco, devagarinho, mas estou começando a sentir… E te confesso que estou morrendo de medo, estou morrendo de medo porque não sei até onde isso pode ir. E menino, por favor, eu não quero ficar presa no teu sorriso, não conseguir me soltar dos teus braços. Eu não quero que você seja o mandante dos meus sonhos, e controle até o canal que eu assisto na tv. Não quero, mas não sei controlar, não sei explicar, não sei prever. Só sei dizer, deitada no sofá da sala, com os olhos fechados, menino, com os olhinhos bem fechadinhos e um sorrisinho torto brotando dos lábios: te espero, menino, te espero. E é pra já. Pra agora. (Letícia Loureiro)
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eu fechei os olhos e escutei a sua música. E deixei que minhas palavras tortas falassem pelos meus sentimentos um tanto quanto errados. Eu nem sei porque insisto nisso de acreditar que talvez essa nossa amizade pela metade ainda vá dar em alguma coisa. Só sei que, meio sem querer e meio de propósito, fui me perdendo nas tuas palavras, me encaixando nos teus sentimentos, percebendo que eu e você somos dois carentes, dois românticos, dois solitários precisando de um afago constante e um beijo nos lábios capaz de marcar e eternizar momentos. O que mais dói é saber que você sabe muito bem viver sem mim - e, bem, eu também sei viver sem ti, mas me machuca do mesmo jeito descobrir tudo isso. Porque eu percebo que você pode até ver beleza em mim e me admirar por isso, sabe? Mas você não precisa dessa beleza sorrindo pra você todo dia. Você não precisa da minha voz doce cochichando no seu ouvido e te contando sobre as novidades quase nulas do meu dia cinza escuro. Você não precisa do meu beijo caloroso e da minha boca correndo pela teu pescoço. Não precisa, nunca precisou - mas, ainda assim, não sei por que, gosto de acreditar que talvez um dia as coisas sejam diferentes. E vivo como se realmente pudessem ser. É que hoje eu fechei os olhos, por mais uma vez, e senti ciúme de você. Meu corpo ficou jogado na cama e um sentimento de angústia se espalhou por todo o meu rosto - que você uma vez me disse que era bonito. Eu senti ciúme de você, e isso doeu. Não queria ter sentido nada, não quero estar acreditando nisso tudo, não quero estar pensando que a nossa simples amizade um dia talvez possa se transformar em algo maior. Mas você me provoca todo dia, toda hora. E não percebe que desde uns dias atrás, tudo que eu escrevo tem um pouco de você. Que eu já não me importo mais com aqueles cachos negros idiotas e jeito superior - eu nem lembro mais deles, eu nem sei o último nome dele, sabe? E também não sei o seu, mas não sei, você é diferente, você é como se fosse um sorriso luminoso no meu dia cor de burro quando foge. Você pra mim é diferente dos outros, porque meus dedos digitam com mais facilidade quando se trata de ti. Pra mim é fácil escrever qualquer besteira sobre aquele seu cabelo liso escorrido, mas rebelde, ou sobre a cor dos teus olhos, ou sobre o seu jeito de andar - que eu, confesso, desconheço. Mas eu gosto do seu nome - mesmo sem conhecê-lo por inteiro - do seu jeito, dos trejeitos, da sua maneira de me fazer rir com qualquer coisa. Eu gosto de você, mais do que tudo isso, porque você viu beleza em mim, e é e sempre vai ser o meu pequeno menino carente e romântico. Garoto, eu larguei o telefone, joguei o cacho no lixo das minhas lembranças, esqueci daquelas asas quebradas, taquei o jeito retardado de ser na parede. Larguei todas as lembranças antigas e paixões atrasadas pra te esperar aparecer por aqui, online no msn. Eu sei que é estranho e não dá pra explicar, mas é isso que você faz comigo. E eu te amo, um pouco, bem pouco, devagarinho, mas estou começando a sentir… E te confesso que estou morrendo de medo, estou morrendo de medo porque não sei até onde isso pode ir. E menino, por favor, eu não quero ficar presa no teu sorriso, não conseguir me soltar dos teus braços. Eu não quero que você seja o mandante dos meus sonhos, e controle até o canal que eu assisto na tv. Não quero, mas não sei controlar, não sei explicar, não sei prever. Só sei dizer, deitada no sofá da sala, com os olhos fechados, menino, com os olhinhos bem fechadinhos e um sorrisinho torto brotando dos lábios: te espero, menino, te espero. E é pra já. Pra agora. (Letícia Loureiro)
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